Sinais do câncer de ovário que toda mulher deve dar atenção
Conhecido como o ‘inimigo silencioso’, esse tipo de câncer apresenta sintomas brandos, mas que não devem ser ignorados. Diagnóstico tardio é responsável por alta taxa de mortalidade
Da Redação - Publicado: 03/05/2017 - Atualizado: 28/06/2017

Embora pouco frequente, o câncer de ovário tem grande taxa de mortalidade, especialmente por ser diagnosticado tardiamente. Por ano, estima-se que quase 250 mil mulheres no mundo desenvolvem a doença, que é responsável por 140 mil mortes a cada ano.

A detecção precoce do câncer de ovário é dificultada pela manifestação assintomática da doença nos estágios inicias. Os sintomas, quando ocorrem, podem ser confundidos com problemas mais frequentes e menos graves, como uma simples TPM. O alerta e a ajuda médica devem surgir caso a mulher sinta por mais de três semanas: dor pélvica ou no abdome, inchaço abdominal, dificuldade de comer (sensação de plenitude) e necessidade urgente e frequente de urinar.

Em alguns casos a paciente também poderá apresentar: fadiga, dor de estômago, dor nas costas, dor durante a relação sexual, constipação, mudanças no funcionamento do intestino e alteração do ciclo menstrual.

Por não existirem exames de rastreamento do câncer de ovário nos preventivos da mulher, é importante se atentar a esses sinais sutis do corpo. Geralmente as mulheres convivem pacificamente com sintomas como estes, que são comuns no período menstrual. A dica é conversar com ginecologista sempre que essas manifestações causarem preocupação.

Se houver histórico familiar de câncer de ovário ou de mama, estas informações devem ser comunicadas ao especialista. No caso de suspeita, a consulta ginecológica começará com um exame pélvico. Exames posteriores de ultrassom ou tomografia do abdome e pelve, exame de sangue (que pode detectar se uma proteína AC 125) e biópsia poderão ser pedidos para confirmar o diagnóstico.

Enquanto não existem testes de rastreamento e detecção precoce, a recomendação é passar por avaliações regulares com o ginecologista e ficar atenta aos sinais sutis. Há ainda hábitos que, segundo pesquisas, diminuem a chance de desenvolver o tumor como evitar gordura, controlar o peso e não fumar.

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