Emagrecer a qualquer custo: os riscos das dietas radicais à saúde do coração
Especialista alerta para planos alimentares restritivos, hipocalóricos ou que pregam jejum; Em alguns casos, aumento da frequência cardíaca pode provocar infarto e derrame
Da Redação - Publicado: 15/09/2016 - Atualizado: 13/12/2017

Quando perder peso se torna uma busca essencialmente estética, é comum as pessoas colocarem a saúde em risco. Isso porque muitas dietas da moda, com planos alimentares restritivos, provocam carências de nutrientes e podem elevar o risco de doenças cardiovasculares. 

“A restrição de nutrientes pode comprometer a reconstrução celular dos tecidos dos órgãos, como o coração”, explica o cardiologista membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado Pela Vida, Marcelo Sampaio. Entre as dietas restritivas mais famosas está a Atkins, que exclui pães e massas e reforça o consumo de proteína animal, que pode conter grandes quantidades de gordura saturada.

A partir do momento que o carboidrato sai da dieta, a reposição através do consumo exagerado de carne se torna uma ameaça para o coração, uma vez que este alimento está ligado ao aumento dos níveis de colesterol ruim.

O cardiologista alerta para as dietas hipocalóricas (com consumo abaixo de 500 calorias) e aquelas que pregam o jejum em momentos do dia. “Passar longos períodos sem se alimentar aumenta a liberação de cortisol e adrenalina, hormônios que elevam a frequência cardíaca e a pressão arterial. Em casos mais severos, essas alterações podem provocar infarto e derrame”, ressalta.

Dr. Sampaio explica que, quando o assunto é alimentação, devemos realizar escolhas e substituições inteligentes. Substituir carboidratos simples, presentes no arroz e na farinha refinada, por exemplo, pelos complexos, dos cereais integrais e frutas, é uma boa opção. Isso não significa eliminar estes alimentos da dieta. “Com bom senso e equilíbrio tudo pode entrar no cardápio”, esclarece. 

O médico também lembra que uma alimentação balanceada, pensada desta forma, será sempre emagrecedora, sem que haja a necessidade de restrições radicais. Ele frisa que a alimentação, para ter os efeitos potencializados, deve ser acompanhada de atividade física. Portanto, é fundamental que a pessoa esteja bem alimentada, com níveis de energia repostos, para se exercitar. Dietas extremas podem desencadear um colapso quando combinadas ao exercício.

A dica, para quem quer adotar um estilo de vida mais saudável, é fazer um acompanhamento com um nutricionista. Ele saberá estabelecer metas de acordo com a sua necessidade e incorporar novos hábitos gradualmente para evitar qualquer risco.

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