Câncer colorretal é o segundo mais incidente em mulheres
No mês de conscientização sobre o câncer de mama, especialista alerta sobre outro tumor prevenível e frequente no sexo feminino
Da Redação - Publicado: 20/10/2017 - Atualizado: 19/11/2017

O mês de outubro faz um importante alerta para o tumor mais incidente nas mulheres, o câncer de mama. Mas você sabe qual é o segundo tipo de câncer que mais acomete o sexo feminino? Pouco falado, o câncer colorretal afeta anualmente cerca de 34 mil brasileiros, sendo 17.620 mulheres. Em 2013, foram 15.415 óbitos, 8 mil no sexo feminino.

O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso, cólon ou sua porção final, o reto. Em grande parte dos casos, esse tumor se origina de um pólipo adenomatoso, que sofre alterações progressivas. A oncologista Dra. Renata D’Alpino explica que nem todo pólipo evolui para um câncer, mas reforça que é importante, caso o paciente tenha histórico pessoal ou familiar deste problema, realizar a colonoscopia anualmente.

 Além da história do paciente, doenças inflamatórias e síndromes genéticas podem levar ao desenvolvimento da doença. Esses fatores, no entanto, respondem por apenas 5% dos casos. São mais prevalentes neste tipo de câncer as causas ambientais e modificáveis, como o sedentarismo e a alimentação rica em gorduras, processados e com baixa ingestão de nutrientes e fibras.

Esses fatores ambientais comuns ao estilo de vida de grande parte da população têm aumentado a incidência do câncer colorretal entre jovens.  Um estudo divulgado pela Sociedade Americana de Câncer revelou que, de cada dez pacientes diagnosticados com essa doença, três têm menos de 55 anos.

Segundo a especialista, esta mudança no perfil etário da doença antecipa a recomendação de exames para a detecção precoce de tumores. Hoje, para pessoas com risco médio, recomenda-se que exames sejam realizados aos 50 anos de idade, e repetidos a cada dez anos. Frente às evidências de que pessoas cada vez mais jovens estão desenvolvendo tumores, a sugestão é que cada caso seja avaliado individualmente.

“Não se deve esperar pelos sintomas, pois o câncer colorretal muitas vezes é assintomático”, esclarece a Dra. Renata D’Alpino. Além disso, os sinais podem ser confundidos com problemas menos graves. “O sangramento nas fezes é um dos principais sinais da doença e pode ser confundido com hemorroidas”.  Além deste, mudanças persistentes nos hábitos intestinais também podem ser um indicativo da doença.

Para a especialista, é importante que os pacientes mantenham os exames em dia e que os médicos incluam a colonoscopia nos check ups. Ela também destaca a importância de uma campanha de conscientização sobre a doença para alertar a população.

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